Arquivo para junho, 2008

Vídeo: Bon Iver – Skinny Love (Live at Later… with Jools Holland)

Posted in Vídeo with tags , , on junho 30, 2008 by Mariana Rezende

Bon Iver é o nome artístico do cantor e compositor americano Justin Vernon, e minha nova descoberta indie dos últimos tempos. Algumas de suas faixas já serviram como trilha para os seriados Grey’s Anatomy e House M.D., e ele recentemente se apresentou no programa Live at Later… with Jools Holland (cuja performance você pode conferir no vídeo abaixo).

Seu único álbum, For Emma, Forever Ago, foi gravado de forma independente em 2007, durante sua estadia de 4 meses em uma cabana em Wiscosin, e foi re-gravado em 2008 e lançado pelo selo Jagjaguwar. Bon Iver faz o tipo de música ideal para se ouvir durante uma longa viagem, daquelas com clima bem nostálgico, de volta para casa. Indispensável.

Mariana Rezende

MOTOMIX 2008

Posted in Notícia on junho 30, 2008 by Marcelo Fubah

Pontualmente, como seguiria pelo resto do dia, as 15 horas começava o Motomix 2008 no Ibirapuera. Edgar Piccoli, chamava a primeira atração nacional, escolhida atráves do projeto Novos Sons. A Venus Volts abria o palco chamando a atenção não só de quem foi assistir ao evento mas também dos frequentadores do parque. Trinity, Pellê, Dinho e Du como era previsto, fizeram uma das apresentações mais agitadas do dia com seu indie-rock-atitude. Depois de aproximadamente 25 minutos, era a vez dos paulistanos do Stop Play Moon. Um pouquinho de nervosismo no começo, mas não foi o suficiente pra atrapalhar o trio a mostrar seu som elegante. O público ensaiou pela primeira vez no dia as palmas a pedido de Geanine, e assim, o trio saia de palco com sensação de missão cumprida após encerrar a apresentação com “Huhu”. Fechando a seleção de artistas nacionais, a banda Nancy. O sexteto de Brasília trouxe da capital seu som viajante e fechou a rodada de show brasileiros com uma cover de Chiclete com Banana de “Vumbora Mar”, nada mal. Ainda no palco, vale destacar a presença da dupla de djs Killer On The Dancefloor que animou o público durante as mudanças de palco entre as atrações.

Por volta das 17 horas, subia ao palco do Motomix a primeira atração internacional. Mesmo antes da noite chegar, os ingleses do Fujiya & Miyagi já tocavam para um bom público. Apresentando as canções do seu último albúm, Transparent Things, a banda começou com “Ankle Injuries”, famosa pelo trecho que repete várias vezes o nome da grupo, o que já deixou os fãs animados. Durante as primeiras músicas, um David Best muito simpático conduzia a banda, e o público ensaiva os primeiros passos ao som de “Collarbone”. Na segunda metade do show, a formação ganhou mais um componente. O baterista Matthew Avery completava a banda na instumental “Cassettesingle”. Já era noite e a banda se soltava no palco, mais presença do sintetizador de Steve Lewis, solos barulhentos de guitarra e batidas mais dançantes, já preparavam o palco para as outras atrações da noite. Completaram a apresentação algumas faixas inéditas, como “Knickerbocker”. Antes da última música, David aproveitou para agradecer mais uma vez e avisou que a última música seria longa, “Conductor 71” fechou a ótima apresentação da banda agradando o público do eletrônico ao rock.

Depois do aquecimento do Fujiya & Miyagi, foi a vez do The Go!Team colocar abaixo o palco do Motomix com seu indie-funk-rock-mistureba. Muita correria e disposição do sexteto no palco, que contava com duas baterias e até um xilofone. A banda idealizada por Ian Parton ganha tradução perfeita na vocalista Ninja, que só pára quando deixa o palco durante duas músicas. Aos anúncios em português de “música nova” quase desesperados da vocalista, a banda tocava as composições do seu último álbum, Proof of Youth. Sem tempo nem para respirar, os fãs dançava na pista e assistiam a mudanças constantes de instrumento entre os integrantes da banda. O público, que a essa altura do evento já era grande, aproveitava os primeiros sucesso da banda. “The Power Is On”, “Bottle Rocket” e até a instrumental “Junior Kickstart” levaram a multidão a um dos ápices da noite. Depois de um momento mais calmo do show com a ajuda de um banjo, Ninja voltou pedindo ajuda para o refrão de “Doing It Right”. Depois a apresentação continuou com o mesmo gás até o final, quando a vocalista mais uma vez chamou a multidão pra pular junto com a banda. O encerramento com “Keys To The City” fechou a agitada apresentação da banda e deixou o público no ponto para o show do Metric.


Extamente as 19 horas e 40 minutos a atração mais aguardada da noite entrava para encerrar o Motomix 2008. Emily Haines, James Shaw, Joshua Winstead e Joules Scott Key começaram a apresentação com uma introdução em clima de suspense para uma “Dead Disco” menos dançante e mais inquieta. Esse seria o tom da apresentação do Metric durante todo o show. Emily vestia seu modelito tradicional em versão roxa, feito especialmente para a última turnê da banda. Dividida entre os teclados e o microfone, a musa indie balançava as pernas e até arriscou alguns passos na frente do palco, para delírio do público masculino. O set da banda foi dividido entre os discos Old World Underground, Where Are You Now? e o último de inéditas, Live It Out. A bela voz da canadense celebrava o fim da noite – repleta de vocais feminimos, para deleite dos fãs, em faixas como “Handshakes”, “Empty” e terminava a primeira parte do show com o sucesso “Combat Baby”. Um breve intervalo e a banda voltou para o bis com uma faixa inédita, logo depois viria “Monster Hospital” em uma das performances inesquecíveis da noite. E em uma versão beirando ao “acústico” de “Live It Out” a banda se despedia do público e Emily descia do palco para chegar mais perto dos fãs e finalizar o Motomix 2008.

Marcelo Fubah

Foto: Renata Chebel

Four Tet, Caribou e a tal da IDM

Posted in Música, Vídeo with tags , on junho 27, 2008 by Renata Chebel

Sempre acho difícil classificar estilos musicais, principalmente hoje em dia, quando tudo virou uma salada de afro-psycho-punk-disco-electro-rock-metal-hip-hop-indie-funk. Daí surgem uns rótulos como o tal do IDM (Intelligent Dance Music) que, além de arrogante, é controverso: geralmente não é possível dançar ao som do que se chama IDM. São músicas mais introspectivas, viajantes onde a mistura de loops e samples é combinada de uma forma mais… inteligente? Não sei: acho que pra fazer música boa, não importa qual, é preciso inteligência. Enfim.

Tudo isso pra falar do Four Tet, projeto do inglês Kieran Hebden, geralmente classificado como IDM. Já vi o cara ao vivo, quando ele tocou aqui em 2007, e foi realmente estimulante. E lindo. Som sofisticado, ou como diria um amigo meu, “som fino”. Inteligente, ok. Passeando pelos blogs da vida, achei um remix que ele fez para uma música do Caribou (projeto do americano Daniel Snaith, outro cara incrível), Melody Day, single do álbum Andorra, lançado ano passado.

Claro que o remix não tem vídeo oficial, mas achei esse que algum diretor amador fez e, apesar de bem amador mesmo (o ator é meio ruim), a idéia das camisetas foi boa… e vale ver nem que seja pela música linda de morrer.

Caribou – Melody Day (Four Tet Remix)

E aqui, o vídeo da música original, linda também.

Caribou – Melody Day

Renata Chebel

Fotos: Funhell • Ep. 21 – Anarchy in the SP

Posted in Festa with tags , , , on junho 26, 2008 by Marcelo Fubah

Ontem mais uma festa incrível para fechar mais um mês de Funhell! Agradecimentos ao super show do NRK – que a gente estava devendo – e a discotecagem finesse da Flavia Durante. Vai lá ver as fotos! Logo mais a programação especialíssima para as férias – do pessoal que estuda, claro.

As pessoas não se aguentaram na pista.

Ahhhhh, minha bateria não é de brinquedo!

Caffarena não se aguentou no palco.

Marcelo Fubah

Entrevista: Venus Volts, atração Motomix 2008

Posted in Notícia with tags , , , , on junho 26, 2008 by Marcelo Fubah


Sábado no Ibirapuera o Motomomix começa a mil, tudo porque, quem abre a festa é a banda Venus Volts. O grupo de Campinas já tem estrada, o aposentado nome Fluid rodou muito por aí. Já foram quatro álbuns, e antes do Radiohead, a banda já lançava Do Not Disturb em formato gratuito e posteriormente no velho disquinho espelhado. Além de participar da trilha sonora do filme Bad Reputation, o quarteto já foi destaque na MTV, Trama Virtual e percorreu festivais pela Bahia, Rio de Janeiro e recentemente no Paraná. A experiência no palco tem tudo pra deixar a banda a vontade e mostrar porque seu disco teve mais de 2.500 downloads em menos de um mês. A seguir, uma conversa com Trinity, vocalista da banda.

• Vocês já lançaram um álbum de graça na internet, como foi a experiência e vocês pretendem continuar no mesmo caminho?

Lançamos o “Do not disturb” completo e a coisa virou um monstro em 30 dias, foi como se tivéssemos vendido duas tiragens em um mês, voando (risos). O mais importante pra banda foram as duas mil pessoas conhecendo o som e por iniciativa própria. Os lançamentos agora vão ser sempre virtuais no começo, porque a internet hoje é ideal, é o caminho mais fácil, mas sempre montaremos o CD físico para quem gostar de ter o encarte no papel, original, coisa de colecionador hoje em dia.

• De cara a gente percebe a influência anos 90 no som da banda, o que vocês tem escutado ultimamente?

Temos bastante 90s e 80s sim como influências nas músicas. Juntamos aqui o que escutamos e ficamos com Muse, Radiohead, Block Party, Cut Copy, além dos sons antigos, bandas novas e outras coisas.

• Como que surgiu a oportunidade de participar da trilha sonora do filme. Vocês produziram a faixa aqui no Brasil?

O produtor do longa “Bad Reputation” de LA, Jimmy Hemphil, ouviu a banda cadastrada no site Garage Band e mandou um email pedindo a faixa ‘Mama Hates’ como trilha. O Pellê autorizou na hora o uso da música, que já estava pronta aqui para o CD com o mesmo nome. Ela toca numas cenas terror-movie e foi bem legal como eles usaram a letra da música pra relacionar com o tema do filme.

• A Venus Volts promete o show mais enérgico entre as bandas nacionais, qual a expectativa de tocar no mesmo palco que o Metric?

Estamos focados e loucos por isso. Quando classificamos pro Motomix já entramos em estúdio para acertar tudo, esquema concentração. Queremos fazer um show elétrico e objetivo, mostrar o som compacto como ele é. Tocar com Metric é lindo, como é a Emily performing, um sonho… Vamos fazer a música “Emily Robot” pra ela lá.

Marcelo Fubah

Funhell @ Funhouse – Ep. 21 – Anarchy in the SP – 25/jun 4a feira

Posted in Festa with tags , , , , , , , , , on junho 25, 2008 by Fabricio Miranda

A vida é cheia de coisas que começam como uma simples brincadeira e quando nos damos conta das proporções não há mais volta. Algumas são ruins, como um choppinho light de segunda que se transforma na ressaca monstro de terça. Já outras são muito legais, feito apostar na loteria e ganhar ou (no nosso caso) criar uma festa bacana nas 4as-feiras. Para os meninos Cello Zero, Goos e Rafael Caffarena com certeza foi ter criado o NRK.

Sem grandes pretenções e com o intuito de se divertirem os três adotaram a alcunha de New Rave Kids On The Block e saíram por aí se apresentando nos clubes mais underground de São Paulo. Em poucos meses a repercursão era tamanha que o NRKOTB não só bombava no Myspace como já tinha sido citado em um ou dois blogs gringos, além de toda mídia nacional. Foi até eleito como uma das “oito bandas para se ficar de olho no ano de 2008” pelo G1.

A brincadeira tinha ficado séria demais, e isso era ótimo. Daí vem a Amelia’s Magazine, a revista mais cool do mundo e os convida, juntamente com outros artistas do Brasil, como o Mono4, para participar de uma coletânia que será lançada na Inglaterra.

Agora, com o EP Radical lançado e revestidos de um novo nome, NRK, ou New Rave Kids, o trio se apresenta na Funhell desta próxima quarta. Brincadeira ou coisa séria pouco importa, porque com certeza esse é um dos shows mais aguardados por nós. Bora lá?

NRK – “Flashlite Monkey”

Para fechar a noite com chave de ouro convidamos Flávia Durante para comandar as pickups. Ela é uma espécie de Mulher Maravilha do electro-indie nacional. Criadora e dj residente da festa mais hype de Santos, a PopScene, é jornalista/colunista e ainda RP de uma série de artistas nacionais que são internacionais, como Bonde do Rolê, CSS e outros. Estes são apenas alguns dos motivos que tornam imperdível a discotecagem da mina.

Como junho está acabando esperamos todos os amigos por lá para celebrar as férias que chegam. Vai ter quentão e barraca do beijo com a Serena. O dresscode é xadrez junino e glow stick. Emails para lista amiga: funhell.party@gmail.com.

I wanna go to Funhell with you!

Fabricio Miranda

Entrevista: Nancy, atração Motomix 2008

Posted in Notícia with tags , , , , , on junho 25, 2008 by Marcelo Fubah


O Motomix 2008 é esse sábado, mas muita coisa aconteceu antes de montarem o palco lá no Ibirapuera. No site do festival, foram mais de 450 bandas inscritas, para ocuparem três vagas no line-up junto com as atrações internacionais Fujiya Miyagi, The Go! Team e Metric. Uma das escolhidas, foi a sexteto de Brasília, Nancy. E não é a primeira vez que eles chamam a atenção entre tantos, o som de atmosfera pesada contrastado a belas melodias, fez o grupo ganhar um convite para o South by Southwest, um dos festivais mais importantes da atualidade. Divididos entre seus trabalhos e a música, Camila Zamith, Praxis, Dreaduardo, Munha, Fernando e Ivan Bicudo, acabam dando um jeitinho virtual pra levarem a banda adiante, sorte nossa. Aí vai um pequeno papo que tivemos com a banda.

• Vocês trabalham muito virtualmente com a banda, isso influência o som do grupo de alguma maneira?

Camila: Trabalhar virtualmente nos ajudou em vários aspectos. Temos que ser muito organizados e disciplinados, por exemplo. Não sei exatamente de que maneira isso influencia o nosso som. Mas acredito que nos faz pensar muito mais no tipo de som que queremos fazer, de maneira mais estruturada.

• No myspace da banda vocês não colocam o release em português, agora é a hora de pensar no mercado do exterior?

Praxis: Preparamos aquele texto porque havíamos sido convidados pra tocar no South by Southwest, no Texas, e os gringos precisavam ter um mínimo de informação sobre a banda. Além disso, temos fãs na Escola Americana de Brasília. Mas é isso aí, dólar lá em baixo, Obama lá em cima, acho que é um bom momento pro Brasil lá fora. Até o Goldman Sachs acha isso.

• E como foi a experiência de participar do South by Southwest?

Praxis: Acabamos não indo por causa da demora em se conseguir o visto apropriado para tocarmos por lá. Tem pena de morte no Texas, você sabe.

• Então agora, pela primeira vez em um festival internacional. Como vocês estão levando essa responsabilidade?

Camila: Acho que encaramos festivais internacionais, nacionais e shows menores da mesma forma: fazemos o máximo possível para sermos uma banda interessante.

Praxis: Vamos ter que nos vestir melhor, isso é fato.

Marcelo Fubah