MOTOMIX 2008

Pontualmente, como seguiria pelo resto do dia, as 15 horas começava o Motomix 2008 no Ibirapuera. Edgar Piccoli, chamava a primeira atração nacional, escolhida atráves do projeto Novos Sons. A Venus Volts abria o palco chamando a atenção não só de quem foi assistir ao evento mas também dos frequentadores do parque. Trinity, Pellê, Dinho e Du como era previsto, fizeram uma das apresentações mais agitadas do dia com seu indie-rock-atitude. Depois de aproximadamente 25 minutos, era a vez dos paulistanos do Stop Play Moon. Um pouquinho de nervosismo no começo, mas não foi o suficiente pra atrapalhar o trio a mostrar seu som elegante. O público ensaiou pela primeira vez no dia as palmas a pedido de Geanine, e assim, o trio saia de palco com sensação de missão cumprida após encerrar a apresentação com “Huhu”. Fechando a seleção de artistas nacionais, a banda Nancy. O sexteto de Brasília trouxe da capital seu som viajante e fechou a rodada de show brasileiros com uma cover de Chiclete com Banana de “Vumbora Mar”, nada mal. Ainda no palco, vale destacar a presença da dupla de djs Killer On The Dancefloor que animou o público durante as mudanças de palco entre as atrações.

Por volta das 17 horas, subia ao palco do Motomix a primeira atração internacional. Mesmo antes da noite chegar, os ingleses do Fujiya & Miyagi já tocavam para um bom público. Apresentando as canções do seu último albúm, Transparent Things, a banda começou com “Ankle Injuries”, famosa pelo trecho que repete várias vezes o nome da grupo, o que já deixou os fãs animados. Durante as primeiras músicas, um David Best muito simpático conduzia a banda, e o público ensaiva os primeiros passos ao som de “Collarbone”. Na segunda metade do show, a formação ganhou mais um componente. O baterista Matthew Avery completava a banda na instumental “Cassettesingle”. Já era noite e a banda se soltava no palco, mais presença do sintetizador de Steve Lewis, solos barulhentos de guitarra e batidas mais dançantes, já preparavam o palco para as outras atrações da noite. Completaram a apresentação algumas faixas inéditas, como “Knickerbocker”. Antes da última música, David aproveitou para agradecer mais uma vez e avisou que a última música seria longa, “Conductor 71” fechou a ótima apresentação da banda agradando o público do eletrônico ao rock.

Depois do aquecimento do Fujiya & Miyagi, foi a vez do The Go!Team colocar abaixo o palco do Motomix com seu indie-funk-rock-mistureba. Muita correria e disposição do sexteto no palco, que contava com duas baterias e até um xilofone. A banda idealizada por Ian Parton ganha tradução perfeita na vocalista Ninja, que só pára quando deixa o palco durante duas músicas. Aos anúncios em português de “música nova” quase desesperados da vocalista, a banda tocava as composições do seu último álbum, Proof of Youth. Sem tempo nem para respirar, os fãs dançava na pista e assistiam a mudanças constantes de instrumento entre os integrantes da banda. O público, que a essa altura do evento já era grande, aproveitava os primeiros sucesso da banda. “The Power Is On”, “Bottle Rocket” e até a instrumental “Junior Kickstart” levaram a multidão a um dos ápices da noite. Depois de um momento mais calmo do show com a ajuda de um banjo, Ninja voltou pedindo ajuda para o refrão de “Doing It Right”. Depois a apresentação continuou com o mesmo gás até o final, quando a vocalista mais uma vez chamou a multidão pra pular junto com a banda. O encerramento com “Keys To The City” fechou a agitada apresentação da banda e deixou o público no ponto para o show do Metric.


Extamente as 19 horas e 40 minutos a atração mais aguardada da noite entrava para encerrar o Motomix 2008. Emily Haines, James Shaw, Joshua Winstead e Joules Scott Key começaram a apresentação com uma introdução em clima de suspense para uma “Dead Disco” menos dançante e mais inquieta. Esse seria o tom da apresentação do Metric durante todo o show. Emily vestia seu modelito tradicional em versão roxa, feito especialmente para a última turnê da banda. Dividida entre os teclados e o microfone, a musa indie balançava as pernas e até arriscou alguns passos na frente do palco, para delírio do público masculino. O set da banda foi dividido entre os discos Old World Underground, Where Are You Now? e o último de inéditas, Live It Out. A bela voz da canadense celebrava o fim da noite – repleta de vocais feminimos, para deleite dos fãs, em faixas como “Handshakes”, “Empty” e terminava a primeira parte do show com o sucesso “Combat Baby”. Um breve intervalo e a banda voltou para o bis com uma faixa inédita, logo depois viria “Monster Hospital” em uma das performances inesquecíveis da noite. E em uma versão beirando ao “acústico” de “Live It Out” a banda se despedia do público e Emily descia do palco para chegar mais perto dos fãs e finalizar o Motomix 2008.

Marcelo Fubah

Foto: Renata Chebel

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